Bio.
PEDRO MOREIRA SAX ENSEMBLE

07 Outubro, 21h30

Pedro Moreira . Sax Tenor
Mateja Dolsak . Sax Tenor
Daniel Sousa . Sax Alto
Ricardo Toscano . Sax Alto
Júnior Maceió . Sax Barítono
João Capinha . Sax Barítono
Bernardo Tinoco . Sax Soprano
Tomás Marques . Sax Soprano
Mário Franco . Contrabaixo
Luís Candeias . Bateria

Editado em disco no mês de fevereiro de 2021, Two Maybe More é o título de um espectáculo de Sofia Dias, Vítor Roriz e Marco Martins que foi levado à cena no Teatro Maria Matos em 2014, e para o qual escrevi a música, fruto de uma encomenda da Fundação Gulbenkian. Na versão original a peça contava com 8 solistas do Coro Gulbenkian e um pequeno ensemble de câmara.

Desde então senti a vontade de adaptar a peça para um ensemble de 8 saxofones, ao qual se juntaria contrabaixo e bateria, para melhor explorar as possibilidades de abertura à improvisação, que não existe na partitura original, mantendo tanto quanto possível a consistência formal do original. Procura-se naturalmente o carácter vocal do saxofone como ponte entre as duas versões..

No original, a peça, tanto na música como na coreografia, pretende invocar diversas possibilidades e mecanismos de relação com o outro. Com essa ideia em mente propõe-se uma série de permutações de subgrupos de entre os 10 instrumentistas, de uma forma vagamente algorítmica, em que os 8 saxofones se dividem por vezes em dois quartetos antifonais, recorrendo a diversos procedimentos polifónicos.

Texto: Pedro Moreira

Nascido em Lisboa em 1969, Pedro Moreira começou a estudar saxofone aos 12 anos de idade. Após completar o curso de Formação Musical e Acústica no Conservatório Nacional de Lisboa, frequentou seminários com os saxofonistas Dave Liebman, Paul Jeffrey, Bill Pierce e Bobby Watson. Em 1996 parte para Nova Iorque onde desenvolve atividade de compositor, em paralelo à de saxofonista. Dois anos mais tarde conclui a licenciatura em Jazz e Música Contemporânea na New School University e em 2000 o grau de “Master of Music” em Composição Clássica no Mannes College of Music.

Durante a sua estada na Big Apple colabora com Herbie Hancock (como assistente musical e arranjador no álbum “Gershwin’s World”) e com Wayne Shorter no aclamado “Alegria”. Como assistente do maestro Robert Sadin trabalhou ainda na recriação dos arranjos de Gil Evans para “Porgy and Bess” e “Sketches of Spain”, com os solistas Tom Harrell e Tim Hagans. Nesse período teve oportunidade de tocar também com outras figuras relevantes do jazz como David Liebman, Joe Chambers, Benny Golson e Eddie Henderson, para mencionar apenas algumas.

Entre 1991 e 2009 dirigiu a Big Band do Hot Clube de Portugal, com a qual realizou inúmeros concertos. Em 2003, formou e dirigiu a Big Band Nacional da Juventude, projeto apoiado pelo Ministério da Cultura. No ano seguinte foi o maestro e compositor convidado da European Jazz Youth Orchestra numa digressão pela Europa e pelo Brasil. Dirigiu a Orquestra Metropolitana de Lisboa (em concertos com a Big Band do Hot Clube e Mário Laginha), a Orquestrutópica, a Orquestra do Algarve, e, desde o seu início, a Orquestra Angrajazz (em colaboração com Claus Nymark).

No plano pedagógico, é professor adjunto na Escola Superior de Música de Lisboa desde 2008, tendo sido diretor da instituição entre 2011 e 2015, e coordenador da variante de Jazz entre 2008 e 2011. Foi diretor pedagógico da Escola de Jazz Luiz Villas-Boas, do Hot Clube de Portugal, de 1993 a 1996 e de 2001 a 2008, professor no curso de jazz do Conservatório do Funchal e na licenciatura em música do Instituto Piaget, assim como no Conservatório Nacional. Foi diretor artístico do Festival de Jazz da Alta Estremadura.

Fonte: https://www.jazz.pt/entrevista/2021/02/23/ligacao-misteriosa/